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Inovação vai garantir a competitividade da indústria na pós-crise

Brasília – Para atravessar a crise financeira mundial e ganhar terreno no mercado internacional, a indústria  brasileira  precisa  inovar.  O investimento em inovação é o que garantirá a competitividade das empresas nacionais no mercado que surgirá pós-crise. A sensibilização do setor industrial para investir em novos produtos, processos, serviços e modelos de negócios é o objetivo da Mobilização Empresarial para a Inovação, iniciativa que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançará durante o 3º Encontro Nacional da Indústria (ENAI), nos dias 28 e 29 deste mês, em Brasília.

“Mobilizar as empresas para o desafio de inovar é o grande objetivo dessa ação. Com a Mobilização Empresarial para a Inovação, a CNI aprofunda suas iniciativas de  estímulo à inovação  e  alia-se  a outras instituições empenhadas em promover a pesquisa e o desenvolvimento de novos produtos e processos  nas  nossas  empresas”, disse o presidente  do  Conselho de Política Industrial e Desenvolvimento Tecnológico da CNI, Rodrigo da Rocha Loures.

O esforço inovador brasileiro é muito superior ao de qualquer outro país latino-americano,  mas  ainda  é  menor  do  que  o  verificado em países desenvolvidos. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as empresas brasileiras investem cerca de 2% do valor adicionado da produção em Pesquisa e Desenvolvimento. O país que mais investe, nessa  base  de comparação, é a Suécia, com 4,5%, de acordo com dados  da  Organização  para  a  Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). O México é o país latino-americano mais próximo do Brasil nesse ranking, investindo menos de 0,5%.

Em uma pesquisa do IBGE de 2005, um terço das empresas pesquisadas declarou inovar, ou seja, criou um novo produto ou processo nos dois anos anteriores.  Foram pesquisadas 90 mil empresas. Desse universo, 20 mil declararam ter investido em torno de R$ 33,5 bilhões naquele ano. Cinco mil empresas disseram  ter realizado   atividades de Pesquisa e Desenvolvimento, com gastos próximos a R$ 8 bilhões em 2005.

“O grande desafio é fazer da inovação um tema central da alta direção das empresas”, disse o diretor de operações da CNI, Rafael Lucchesi, sobre o objetivo da  Mobilização  Empresarial  para  a Inovação. Ele disse que o posicionamento da inovação no centro da política industrial do governo e a consolidação do alinhamento entre as lideranças públicas e privadas foi um importante avanço para o Brasil.

O  diretor da CNI lembrou que esse avanço permitiu a construção de um conjunto  de incentivos, subvenções e financiamentos diferenciados às atividades de Pesquisa e Desenvolvimento. “Esse marco precisa ser aprimorado, de modo a atender um número mais expressivo de empresas”, finalizou.

O 3º ENAI reunirá cerca de 1.000 empresários, dirigentes sindicais patronais, presidentes das federações estaduais de  indústrias e das associações setoriais  que  compõem o Fórum Nacional da Indústria. Estão confirmadas as presenças  de  outros  seis ministros: Guido Mantega, da  Fazenda;  Carlos  Luppi,  do  Trabalho e Emprego; Dilma Rousseff, da Casa Civil; Carlos  Minc,  do  Meio Ambiente; Fernando Haddad, da Educação; e  Sergio Resende, da Ciência e Tecnologia.

Fonte:http://www.rondonoticias.com.br/showNew.jsp?CdMateria=78845&CdTpMateria=7

Data: 25/10/08

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