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Como a CNI pretende popularizar a inovação

Rodrigo da Rocha Loures vai comandar movimento que tem como meta triplicar o número de empresas brasileiras alinhadas a práticas inovadoras

Por: Grasiela Duarte

O empresário Rodrigo da Rocha Loures, presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), recebeu recentemente uma nova incumbência: coordenar o Movimento Empresarial para a Inovação (MEI), uma proposta da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O objetivo é fazer com que Loures, um dos responsáveis pelo sucesso da Nutrimental - empresa que lançou as primeiras barras de cereais no Brasil -, consiga difundir entre seus colegas empresários a importância da inovação.

Para ele, ousadia deve ser palavra de ordem nas organizações que buscam um diferencial competitivo. Isso significa investir em pesquisa e desenvolvimento, tecnologia e conhecimento. "O mundo empresarial, de concorrência, é muito dinâmico. Inovar é desenvolver competências e capacidades de interagir", explica. A idéia do MEI é apoiar todo e qualquer processo que esteja relacionado à inovação, ajudando a torná-la um valor de toda a sociedade - e não apenas das organizações.

Dados da CNI revelam que apenas 1,2 mil empresas podem ser consideradas inovadoras no Brasil. A meta é fazer com que este número passe de 4 mil nos próximos cinco anos. Loures admite que a tarefa não será nada fácil. Apesar de o movimento ser capitaneado pela CNI, diz ele, será preciso muita vontade dos agentes locais para viabilizar essa mudança. "As federações de cada estado são protagonistas naturais desse processo e deverão proporcionar programas de suporte e apoio, além de incentivar a interação com universidades", diz.

Segundo Loures,os processos relacionados à inovação não acontecem espontaneamente: resultam de trabalhos sistemáticos e de desenvolvimento de competências. "Além de reunir pessoas com aptidões, propósito e vontade, também é preciso aprender a fazer gestão de inovação", afirma o presidente da Fiep.

No Paraná, os trabalhos começaram bem. "A proposta é que se faça uma agenda estratégica que inclua o tema nas forças políticas, econômicas, industriais e de ensino". Para ele, a agenda nacional de inovação - que existe há cerca de quatro anos - é suficiente para as grandes empresas, mas inócua para as pequenas e médias organizações, que muitas vezes desconhecem as vantagens da inovação.

O coordenador do MEI aponta, ainda, que é grande o número de companhias que precisam de crédito e desconhecem as linhas concedidas pelo governo federal para investir em P&D ou capacitação de recursos humanos. "Muitas vezes, a empresa não precisa ter um departamento de P&D, mas se tiver interação com as universidades pode conseguir ótimos resultados", explica. No Paraná, a Universidade da Indústria, vinculada ao sistema Fiep, já incluiu a disciplina no currículo através do programa de Capacitação da Indústria em Gestão da Inovação.

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