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ABDI: inovação trava avanço brasileiro

Fonte: http://www.baguete.com.br/noticiasDetalhes.php?id=22648 19/02/2008 10:25

A inovação é a pedra no caminho do Brasil para galgar posições entre os países que despontam mundialmente no quesito desenvolvimento econômico.

Conforme uma pesquisa da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) realizada pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA), no mercado brasileiro, empresas e governos ainda não entenderam a diferença entre inovação e alta tecnologia, além de manterem uma nada saudável ligação entre política industrial e redução do “custo Brasil”, informa o Estadão.

O estudo levou em conta as realidades em “inovação” de sete países: Canadá, Estados Unidos, Finlândia, França, Japão e Reino Unido. Com isso, identificou ao menos oito barreiras e nove saídas para o Brasil não acabar na lanterna da competição mundial.

Uma delas é “sair na frente”, ou seja, vender ao mundo algo que ainda não tenha concorrência. Conforme o presidente da ABDI, Reginaldo Arcuri, os desafios da atualidade são outros: não basta mais ter terra, água e recursos naturais abundantes, tornando-se competitivo na agricultura ou afins. É preciso ser inovador, apresentar ao mercado grãos geneticamente modificados, materiais compostos, tecnologias novas.

Outra barreira identificada pelo estudo à inovação brasileira foi a “descoordenação política" dos órgãos do governo envolvidos com o tema. “O emaranhado de regras conflitantes, que produzem um ambiente jurídico pouco propício à atração de investimentos em centros de pesquisa tecnológica e de produção de bens e serviços inovadores no país é um entrave”, destaca Arcuri.

Discussão antiga
No Rio Grande do Sul, pelo menos, o assunto não é novidade. Conforme lideranças locais, como o secretário da Fazenda de Porto Alegre, Cristiano Tatsch, o estado é uma “sociedade regada por impasses”, cujas divergências entre empresas, governo e entidades gera atraso na busca pela inovação e nos investimentos em tecnologia.

Em matéria publicada no Baguete e linkada no endereço abaixo, o secretário e outras lideranças comentam questões “empacadas” do setor de TI e inovação gaúcho, como a reforma e reaproveitamento do cais do porto por companhias de TIC, a lei de Inovação Tecnológica, que há dois anos aguarda resolução do governo gaúcho; as questões de infra-estrutura e escoamento (carência de ferrovias e portos bem equipados); a redução tributária para a Informática, que só funciona em Porto Alegre; e a vinda do programa Juro Zero da Finep para o estado.

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